segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CARLOS RÁUL VILLANUEVA


Nasceu em Londres, em 1900. Foi para Caracas, Venezuela, depois de formado em Arquitetura e Urbanismo em Paris, onde entra em um plano do governo de transformar Maracay e Caracas em cidades modernas.

PROJETO: A Cidade Universitária de Caracas
Iniciada a construção em 1944, completando a primeira composição em 1948, Villanueva apresenta o que foca sua dedicação por mais 20 anos.

Em um esquema geral, possui uma composição acadêmica, tendo os volumes dos edifícios distribuídos de forma semelhante à UNICAMP, que tanto conhecemos.  Não por acaso, possui uma arquitetura de características semelhantes às construções modernas de Oscar Niemeyer, devido à fase vivida por ambos que retêm semelhantes influências.

Em sua segunda etapa de construção, em 1950 a 1958, em que para o arquiteto significada o Período Plenamente Moderno, a cidade Universitária se amplia com projetos voltados para a Zona Desportiva. Fase que foi de intensa preocupação com a utilização de obras escultóricas, visualizadas no projeto da Cidade.

“... a Cidade Universitária de Caracas... é a parte mais decorosa da cidade. A única onde existe una escala humana aceitável, a justa relação entre edifícios e zonas verdes. Hoje, nas condições mais difíceis nada pode ter ilusões de obter os resultados análogos sem enfrentar de forma deliberada a relação entre arquitetura e a política, e por isso a lição da Venezuela tem valor geral, mais que tudo para nós aqui na Europa”. 
Frase se Leonardo Benévolo sobre a obra.




Foto 01 - Sala de concertos.



Foto 02 - Hospital Clínico.



Foto 03 - Biblioteca Central



Foto 04 - Vista da Biblioteca Central.



Foto 05 - Hall de entrada da Biblioteca Central.




Foto 06 - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo

Bibliografia:
http://www.cronologiadourbanismo.ufba.br/biografia.php?idVerbete=1399&idBiografia=14
http://culturauniversitariaucv.blogspot.com.br/p/otros.html
http://www.archdaily.com.br/38053/alem-dos-mestres-modernistas-arquitetura-contemporanea-na-america-latina-felipe-hernandez/



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Gerrit Rietveld


holanda ( 1888 - 1964)

Nascido na Holanda em 1888,o arquiteto, desing e pintor iniciou sua carreira na oficina de moveis de  de seu pai  era . Em 1919 ele se juntou a Theo van Doesburg, Piet Mondrian, e outros artistas e formou o grupo De Stijl do qual  Rietveld se tornaria um dos artistas mais importantes e influentes colaboradores.





O movimento De Stijl.





Os artistas envolvidos com o  movimento De Stijl estavam buscando uma purificação da arte. Eles queriam criar uma harmonia universal.
Para alcançar essa purificação os membros utilizaram  um vocabulário singular com a predominância de linhas horizontais e verticais, as únicas cores usadas eram o  preto,o branco e o cinza, além das cores primárias- vermelho, amarelo e azul. Os artistas se esforçaram em buscar a  simplicidade e sobriedade a suas obras.
Neste contexto Rietveld tentou dar a seus projetos e moveis uma beleza ordenada e racional. A casa que ele construiu para a família  Schröder é considerada um importante exemplo de arquitetura de acordo com as regras do De Stijl.


Casa Schröder


 Quando visualizamos a fachada da casa  da "Casa Schröder” de Rietveld- considerada um manifesto arquitetônico- e devidamente tombada como patrimônio da humanidade pela UNESCO- logo nos vem a mente as pinturas de  Piet Mondrian,  não somente pelo uso de formas puras como também  das cores e seu peso.Nas áreas internas foram utilizados tons de  cinza nas paredes e nos tetos e nos já nos elementos rebatíveis e nas estruturas metálicas a cor preta. Na parte externa utilizou-se a cor branca para ressaltar a intersecção com elementos metálicos pretos, além de alguns detalhes nas cores vermelha amarela e azul. Foi a pedido da cliente que o próprio Rietveld fez a escolha das cores, em lugar de um artista plástico já renomado, pois acreditava que essa etapa do projeto fazia parte do processo criativo.

Primeiro pavimento e a flexibilidade da planta .
Além desta referencia direta ao neoplasticismo ,o projeto de Rietveld tem como seu partido a flexibilização da planta.  .Esta mobilidade é verificada sobretudo no piso superior que pode ser um espaço aberto com a chamada planta livre ou pode se transformar -com a ajuda  de placas deslizantes e rebatíveis -em espaços menores e fechados(  três quartos,um banheiro e sala de estar) permitindo que as criança tivessem uma grande área para brincar durante o dia e um espaço mais reservado durante à noite. O pavimento inferior mantém a configuração espacial mais tradicional e a relação entre os pavimentos é adquirida por meio da utilização de vidro no topo das portas.A relação da área interna com a externa é reforçada pelo uso das aberturas que foram projetadas a entender o ambiente interno ao externo estabelecendo uma relação direta com a paisagem.
Esta nova relação que o arquiteto estabelece com o projeto em que ele projeta desde sua fachada , paleta utilizada e ate a mobília adequada com sua proposta é o que faz de Gerrit Rietveld um diferencial de sua época  , encarando o projeto como um ferramenta  que auxilia na melhoria da qualidade de vida do usuário  .

vista interna do pavimento superior .










CARLO ALBERTO SCARPA

Veneza/Itália, 1906 - 1978, Sendai/Japão






ESCADAS


           Carlo Scarpa foi um arquiteto italiano que imprimia em sua obra a mescla entre a arquitetura (interface entre o ser humano e o espaço construído) e o design (interface entre o ser humano e objetos), resultando edificações e intervenções detalhadas de forma simples e caprichada, na escala do indivíduo. Característica que acompanhou toda sua carreira.


        
Olivette Showroom - Veneza, Itália (1957-1958)   


        Outra grande característica de sua obra foi a manifestção de valores construtívos da tradição italiana em harmonia com a exploração de novas formalidades contemporâneas, demonstrando ótima análise do entorno como um sistema complexo (que envolve entre outras coisas o contexto bioclimático, situação do local, contexto construído e a utilização das pessoas), na composição de suas propostas.



Ponte Querini Stampalia - Veneza, Itália (1961-1963)

        Esses resultados, simples e complexos, se fizeram muito presente nos percursos que, com resultados não completamente extravagantes, geram acolhedoras perspectivas, repletas de minunciosos detalhes, todos funionais, sejam históricos, mecânicos, estruturais, visuais ou ergonômicos.



                            Castelvecchio - Verona, Itália (1956-1964)          

        E tais percursos se fizeram muitas vezes por tranposições de níveis, em forma de escadas (criando até ambientes com elas), que vencem o percurso de forma visualmente harmonica, inteligente, as vezes em segundo plano e outras muito ousadas, mas seja como for, elas carregam uma carga que identifica e caracteriza a produção de Scarpa durantre toda sua carreira.

      Tumba da Família Briom - Treviso, Itália (1969-1978)    


Croquí - Cemitério Briom

Joao Beber | 073240



Adolf Loos


De origem austríaca, Adolf Loos nasceu em 1870, em Brunn, na República Checa, tendo realizado seus estudos de arquitetura na Technische Hochschule de Dresden.

Emblemático por seu estilo de representação, Loos concebeu a casa Müller, considerada um marco em sua carreira. Considerada uma de suas obras capazes de materializar a condenação ao ornamento de fachadas, e conhecida pelo seu elaborado interior no qual os espaços se interpenetram e se expandem livremente em pés-direitos duplas e diferenças de cota dos pavimentos. Segundo ele, o prédio deveria ser “mudo” por fora e apenas se revelar em seu interior.

O projeto destinava-se a uma habitação unifamiliar com rígido volume cúbico em betão armado e linguagem simplificada e ortogonal, com janelas irregulares e fachada pura e limpa, cujo cliente era proprietário de uma empresa de concreto.

Nas palavras de Loos, suas soluções arquitetônicas:
“Minha arquitetura não é concebida por desenhos, mas sim por espaços. Eu não faço plantas, fachadas ou cortes.. Para mim, térreo, primeiro pavimento não existem.. Há apenas espaços contínuos interconectados, quartos, halls, terraços.. Cada espaço necessita de um peso diferente.. Esses espaços são conectados de modo que a subida e a descida não são apenas imperceptíveis, mas funcionais.”

A casa Müller é considerada o berço as idéias "Raumplan", um estilo de construção caracterizado por um processo de projeto que reflete os espaços por ordem de importância, resolvendo questôes como a determinação do tamanho, forma e altura do teto, por exemplo. Segunda esta lógica, o edifício tem um centro e se expande como uma espiralorganizar quartos. Desta maneira, a funcionalidade intimista se mescla à forte intelectualização dos ambientes para compor espaços aconchegantes e cuidadosamente projetados.

As idéias de Loos se traduzem na maneira sutil e eficaz com que os espaços se comunicam. No modo com que materiais e cores são cuidadosamente selecionados, espaços se conectam e se colocam ao usuário de maneira franca e acolhedora. 

Alvar Aalto - contrastes


“Tornar a arquitetura mais humana significa criar uma arquitetura melhor, o que por sua vez, implica um funcionalismo muito mais amplo do que aquele com bases exclusivamente técnicas. Esse objetivo só pode ser alcançado por métodos arquitetônicos – pela criação e combinação de coisas técnicas diferentes, de tal modo que elas possam oferecer ao ser humano uma vida extremamente harmoniosa.”
Alvar Aalto

A modificação que a obra arquitetônica de Alvar Aalto teve foi imensa. Em 1936 ele criou o vaso Savoy (explicação no final do texto) que foi apresentado no pavilhão finlandês de 1937, no entanto a diferença de linguagem dos dois é imensa (em diversos locais utilizam a imagem do pavilhão de 1939 como sendo de 1937). Ele se utiliza das formas retas, diferentes materiais, mas no pavilhão de 1937 ele ainda está muito engessado, isto pode ter ocorrido dada a dificuldade que ele encontrou para conseguir fazer o vaso Savoy, já que ele acompanhou todo o processo e precisou de diversos ajustes para que se conseguisse ser produzido. Algumas técnicas ainda poderiam não ser simples ou demandar muita experimentação, ou até mesmo a conjuntura da época não permitisse tanta ousadia.

Pavilhão Finlandês, Exposição Mundial Paris, 1937.

Pavilhão Finlandês, Exposição Mundial de Paris, 1937.

Já no pavilhão de 1939, Aalto incorpora os preceitos que já vinha fazendo há alguns anos no design e temos um local que conversa com algumas de suas experimentações. Olhando o vaso, os pratos e olhando este interior, podemos sem dúvida dizer quem o fez. E alguns dos temas recorrentes dele estão presentes: uso de diversos materiais, a simplicidade da forma, o uso da iluminação.

Pavilhão Finlandês, Exposição Mundial Nova Iorque, 1939.












Alvar Aalto – Vaso Savoy (1936)


Pertencente ao Movimento Moderno, premiado por suas obras em arquitetura e design, muito lembrado por seu mobiliário.
Para muitas pessoas o vaso de vidro com formas assimétricas e curvas livres representam as qualidades finlandesas do design: originalidade, simplicidade e sofisticação estética.

Vaso Savoy, na cor opala.

     O  vaso  recebeu este nome  depois da abertura de um luxuoso restaurante em Helsinque, chamado Savoy, no qual  ele desenhou o  mobiliário e  luminárias. O vaso ficava  sobre cada mesa e sua forma permitia  um arranjo de flores  incomum, muito individual.
Um outro elemento relacionado diretamente com o vaso, uma mesa em formato de rim que ficava no meio do restaurante e servia como ponto focal e peça central.
O vaso contudo não foi feito para o Savoy, era parte de uma série de desenhos de vasos e pratos com o qual Alvar Aalto entrou e ganhou um concurso organizado pela Karhula and Iittala (empresa que trabalha com vidros) em 1936. O prêmio era apresentar os produtos na Feira Mundial de Paris em 1937, no Pavilhão Finlandês. No mesmo ano alguns vasos e pratos foram escolhidos para o restaurante Savoy e passaram a ser conhecidos como os vasos Savoy.


                       O arquiteto e seus desenhos para o concurso.
  
O início da produção teve alguns problemas tecnológicos, Aalto queria as formas em moldes feitos de chapas finas de aço reforçadas para fechar as formas sinuosas com a ajuda de estacas de aço. Na verdade o objetivo era fazer os moldes facilmente substituíveis, a fim de tornar possível o remodelamento. Ele tomou parte nas tentativas de produção, mas no final as maiores curvas tiveram que ser modificadas e os moldes feitos de madeira até 1954, quando os moldes foram trocados de madeira por aço. O tamanho original do vaso Savoy era de 140mm e desde 1937 era produzido de diferentes cores: translúcido, marrom, azul, verde e versões opacas. A partir de 1950 foram adicionadas: opala, azul cobalto, vermelho. Depois de 1960 foram feitas pequenas e grandes versões do vaso, que continuam sendo vendidas até hoje, e que são denominadas coleção Aalto para todas as versões.

·         Para conhecer as peças:

http://www.iittala.com/web/iittalaweb.nsf/en/products_decorating_alvar_aalto_collection

·         Se quiserem adquirir:

http://www.finnstyle.com/iittala-aalto-turquoise-vases.html

Louis Kahn - Museu de arte de Kimbell



Louis Kahn foi um importante arquiteto moderno naturalizado americano com produção destacada entre as décadas de 50 e 70.
Seu trabalho teve grande contribuição a questões  de iluminação natural e o Museu de Arte de Kimbell no Texas, EUA, é um exemplo de sua habilidade projetual com a luz.



Com espaços elegantes e adequados para a arte que abriga, Kahn consegue trabalhar a iluminação de forma indireta fazendo uso de lanternins sobre toda a área expositiva.
O edifício conta, ainda, com três pátios ligados à edificação, intensificando a qualidade da luz e permitindo ventilação natural adequada aos ambientes.


A solução arquitetônica que mais me interessou desse grande arquiteto foi o desenho do lanternim, que incorpora as propriedades  do alumínio para refletir de maneira mais profunda a luz natural que penetra pelas abertura do concreto.




Neste link podemos assistir a um vídeo disponível no site do próprio museu sobre o projeto de Kahn: https://www.kimbellart.org/MuseumInfo/Architecture/Tour-video.aspx




Adolf Loos

De origem austríaca, Adolf Loos nasceu em 1870, em Brunn, na República Checa, tendo realizado seus estudos de arquitetura na Technische Hochschule de Dresden.

Emblemático por seu estilo de representação, Loos concebeu a casa Müller, considerada um marco em sua carreira. Considerada uma de suas obras capazes de materializar a condenação ao ornamento de fachadas, e conhecida pelo seu elaborado interior no qual os espaços se interpenetram e se expandem livremente em pés-direitos duplas e diferenças de cota dos pavimentos. Segundo ele, o prédio deveria ser “mudo” por fora e apenas se revelar em seu interior.

O projeto destinava-se a uma habitação unifamiliar com rígido volume cúbico em betão armado e linguagem simplificada e ortogonal, com janelas irregulares e fachada pura e limpa, cujo cliente era proprietário de uma empresa de concreto.

Nas palavras de Loos, suas soluções arquitetônicas:
“Minha arquitetura não é concebida por desenhos, mas sim por espaços. Eu não faço plantas, fachadas ou cortes.. Para mim, térreo, primeiro pavimento não existem.. Há apenas espaços contínuos interconectados, quartos, halls, terraços.. Cada espaço necessita de um peso diferente.. Esses espaços são conectados de modo que a subida e a descida não são apenas imperceptíveis, mas funcionais.”

 
A casa Müller é considerada o berço das idéias "Raumplan", um estilo de construção caracterizado por um processo de projeto que reflete os espaços por ordem de importância, resolvendo questôes como a determinação do tamanho, forma e altura do teto, por exemplo. Segunda esta lógica, o edifício tem um centro e se expande como uma espiral organizar quartos. Desta maneira, a funcionalidade intimista se mescla à forte intelectualização dos ambientes para compor espaços aconchegantes e cuidadosamente projetados.

As idéias de Loos se traduzem na maneira sutil e eficaz com que os espaços se comunicam. No modo com que materiais e cores são cuidadosamente selecionados, espaços se conectam e se colocam ao usuário de maneira franca e acolhedora. 





 
Postado por: Helena Gatti